Castelo Rá-Tim-Bum no Memorial da América Latina, uma visita à infância

  Com certeza quem viveu a infância nos anos 90 e início dos anos 2000 hoje sente uma eterna gratidão, era uma época mais simples, sem tanto contato com o mundo digital, as ruas eram menos violentas e os videogames eram diversões restritas. A televisão sem dúvidas era um dos grandes meios de diversão, em praticamente todos os canais abertos, ao contrário do que temos atualmente, existiam programas infantis aos montes, mas era a TV Cultura que se destacava por meio de seus programas educativos, Castelo Rá-Tim-Bum marcou quem viveu a infância nessa época mágica em que as coisas eram muito mais simples.
  A exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo, acontece no Memorial da América Latina no Bairro da Barra-Funda em São Paulo e vai até o dia 30 de junho, é uma verdadeira viagem até a infância, a reprodução do castelo tem 15 metros de altura e está instalada em uma área de 700 m². Na entrada da exposição o porteiro recebe os visitantes, já no interior o primeiro contato é com a maquete do castelo e uma reprodução da obra renascentista O Nascimento de Vênus de Sandro Botticelli.
  No percurso é possível observar o figurino dos personagens divididos por ambientes, no dia visitado não possível ver a roupa do Zequinha, o display estava apagado. Recortes de jornal da época enfatizavam o conteúdo educativo do programa, cartas escritas por crianças e enviadas a TV Cultura mostram o forte laço do público com a série, mas emocionante para os visitantes é poder observar croquis de figurinos, uma reprodução de partes de scripts e fotos do elenco durante os testes.
  Os ambientes são reproduzidos quase que à perfeição, cada ambiente conta com som ambiente que remete aos quadros que se passavam naquele cenário, a cozinha do castelo, a biblioteca (com o Gato original e uma reprodução animada), o esgoto com Mau e Godofredo, a mobília vista na série, adultos voltando a ser crianças e muitas crianças sem entender o que estava se passando com seus pais, uma sensação mágica, empolgante e singular toma conta dos visitantes, os organizadores sempre dispostos a registrar os momentos para os que queriam guardar as lembranças de estar em uma reprodução do Castelo mágico que fez parte da infância de muita gente.
Surpresa durante a visita, encontrar a atriz Angela Dippe.
  O relógio que anunciava na séria a chegada de Doutor Victor (Sergio Mamberti), anuncia a chegada aos aposentos do velho bruxo, sua mesa de trabalho estava presente, local em que nasciam suas invenções. O ponto alto é chegar ao pátio principal do Castelo, ali está a árvore em que vive a celeste, a casa dos Passarinhos e mais acima o lustre do castelo, mas antes de explorar essa área, o visitante inquieto subirá as escadarias que levam aos aposentos da bruxa Morgana, o caldeirão ao centro, uma reprodução da gralha Adelaidade e claro a original exposta junto ao figurino usado por Rosi Campos.
  Voltando ao pátio, logo observamos em baixo da escada o quarto do Nino, eternizado por Cassio Scapin, um ambiente singular com as paredes forradas por revistas em quadrinhos, uma reprodução do banco giratório e claro, os bonecos que remetem ao exército real inglês. Ao sair do ambiente uma grata surpresa, a atriz Angela Dippe que interpretou a jornalista Penélope, atenciosa com os fãs, fex com que a visita fosse ainda mais especial. Os ingressos custam R$20 (R$10 a meia), a dica é se possível visitar a exposição durante a semana, o número reduzido de pessoas torna a experiência mais proveitosa, acesso muito simples pela estação do metrô e CPTM, um convite a reviver a infância.

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